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2013-09-01

Queda do Império

Letra e música: Vitorino Salomé
Intérprete: Vitorino* (in LP "Flor de la Mar", EMI-VC, 1983, reed. EMI-VC, 1992, Valentim de Carvalho/Som Livre, 2008; 2CD "As Mais Bonitas", EMI-VC, 1993; 3CD "Tudo", EMI-VC, 2006)





Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz

Foi nas ondas do mar
De mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império, mil almas
Por pau de canela e Mazagão

Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor

[instrumental]

Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor

Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz

Foi nas ondas do mar
De mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império, mil almas
Por pau de canela e Mazagão

Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor


* Arranjo para banda e direcção – Sílvio Pleno
Trompas – António P. da Costa, Francisco C. Frazão
Trompetes – António R. Gomes, António F. Casquinha
Trombone – João N. Costa
Tuba – Domingos Gaspar
Bombardino – Manuel de Faria
Flauta e flautim – António Laureano Martins
Saxofone soprano – José Salomé Vieira
Bateria – José A. Pires
Caixas – José R. Vitorino, António S. de Oliveira
Clarinete – Sílvio Pleno
Acordeões – Baíco, João Lucas
Violas Ovation – Carlos Salomé, Vitorino
Baixo acústico – Pedro Wallenstein
Voz feminina – Filipa Pais
Direcção musical e arranjos – Vitorino, Pedro Caldeira Cabral e Janita Salomé
Produção – Vitorino, Manuel Salomé e Francisco Vasconcelos
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d'Arcos
Técnicos de som – António Pinheiro da Silva e Pedro Vasconcelos
Texto sobre o disco em: Grandes discos da música portuguesa: efemérides em 2008

Praia das Lágrimas

Letra: Carlos Tê
Música: Carlos Tê e Rui Veloso
Arranjo: Mário Delgado
Intérprete: Filipa Pais* (in 2CD "Voz & Guitarra", Farol Música, 1997)
Versão original: Rui Veloso (in 2LP/CD "Auto da Pimenta", EMI-VC, 1991)





.....................................................
A branca areia as lágrimas banhavam,
Que em multidão com elas se igualavam.

...............................................
E nós, com a virtuosa companhia
De mil religiosos diligentes,
Em procissão solene, a Deus orando,
Para os batéis viemos caminhando.


LUÍS VAZ DE CAMÕES (in "Os Lusíadas", 1572 – Canto IV,
excertos das estrofes 92 e 88)


[instrumental]

Ó mar salgado, eu sou só mais uma
Das que aqui choram e te salgam a espuma.

Ó mar das Trevas, que somes galés,
Meu pranto intenso engrossa as marés.

Ó mar da Índia, lá nos teus confins,
De chorar tanto tenho dores nos rins.

Choro nesta areia: salina será?
Choro toda a noite, seco de manhã.

Ai, ó mar Roxo, ó mar abafadiço,
Poupa o meu homem, não lhe dês sumiço!

[instrumental]

Que sol é o teu nesses céus vermelhos?
Que eles partem novos e retornam velhos!

Ó mar da calma, ninho do tufão,
Que é do meu amor? Seis anos já lá vão!...

Não sei o que o chama aos teus nevoeiros:
Será fortuna ou bichos-carpinteiros?

Ó mar da China, Samatra e Ceilão,
Não sei que faça: sou viúva ou não?

Não sei se case: notícias não há...
Será que é morto ou se amigou por lá?

[instrumental / coros]


* Filipa Pais – voz, coros
Mário Delgado – viola acústica de 6 e 12 cordas
Produção – Manuel Paulo Felgueiras
Gravado e misturado por Tiago Lopes e Nuno Grácio, no Regiestúdio, Amadora, durante os meses de Setembro, Outubro e Novembro de 1997
Masterizado por Jules Newell, no estúdio Mission Control, Lisboa