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2013-09-01

Menina do Alto da Serra

Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Nuno Nazareth Fernandes
Intérprete: Tonicha* (in single "Menina do Alto da Serra / Mulher", Zip-Zip, 1971; CD "Tonicha", col. O Melhor dos Melhores, vol. 21, Movieplay, 1994; CD "Tonicha", col. Clássicos da Renascença, vol. 82, Movieplay, 2000; 2CD "Antologia 1971-1977", Movieplay, 2004)





[instrumental / coros]

Menina de olhar sereno
raiando pela manhã,
de seio duro e pequeno
num coletinho de lã.
Menina cheirando a feno  | bis
casado com hortelã.        |
  
Menina que no caminho
vais pisando formosura,
trazes nos olhos um ninho
todo em penas de ternura.
Menina de andar de linho    | bis
com um ribeiro à cintura.   |
  
Menina da saia aos folhos,
quem na vê fica lavado;
água da sede dos olhos,
pão que não foi amassado.

Menina de riso aos molhos,
minha seiva de pinheiro;
menina da saia aos folhos,
alfazema sem canteiro.

[coros / instrumental]

Menina de corpo inteiro
com tranças de madrugada,
que se levanta primeiro
do que a terra alvoraçada.
Menina de corpo inteiro         | bis
com tranças de madrugada.  |

Menina da saia aos folhos,
quem na vê fica lavado;
água da sede dos olhos,
pão que não foi amassado.

Menina de fato novo,
ave-maria da terra;
rosa brava, rosa povo,
brisa do alto da serra.

[coros / instrumental]

rosa brava, rosa povo,  | 3x
brisa do alto da serra.   |


* Direcção musical – Jorge Costa Pinto

Quando Um Homem Quiser

Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Fernando Tordo
Orquestração: José Luís Simões
Intérprete: Paulo de Carvalho* (in LP "MPCC", Orfeu, 1976; CD "Paulo de Carvalho", col. O Melhor dos Melhores, vol. 19, Movieplay, 1994; 2CD "Antologia: 40 Anos", Movieplay, 2002; CD "Vida", Farol Música, 2006)





Tu que dormes à noite na calçada do relento,
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento;
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme,
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume;
E sofres o Natal da solidão sem um queixume,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!

Natal é em Dezembro 
Mas em Maio pode ser.
Natal é em Setembro,
É quando um homem quiser.
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer,
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar;
Tu que inventas bonecas e comboios de luar,
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei,
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei,
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!

Natal é em Dezembro 
Mas em Maio pode ser.
Natal é em Setembro,
É quando um homem quiser.
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer,
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar;
Tu que inventas bonecas e comboios de luar,
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei,
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei,
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!

És meu irmão, amigo, és meu irmão!

[instrumental]


* [Créditos gerais do disco:]
Paulo de Carvalho – voz, coros, guitarra baixo, bateria, percussão, arranjos
Júlio Pereira – guitarras, arranjos
Rui Reis – piano, arranjos
José Luís Simões – guitarra eléctrica, guitarra baixo, trombone, orquestrações
Alfredo Azinheira – guitarra baixo
Guilherme Inês – bateria, congas
Rui Ressurreição – piano
Rui Cardoso – saxofones
Produção – Paulo de Carvalho
Gravado nos Estúdios Rádio Triunfo, Lisboa
Técnico de som – José Manuel Fortes