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2013-09-01

Sábado à Tarde

Letra e música: Tozé Brito
Intérprete: Paulo de Carvalho* (in LP "Cantar de Amigos", Da Nova/Polygram, 1979, reed. Polygram, 1990; CD "Vida" (compilação), Farol Música, 2006) 





[instrumental]

Perdia meia hora parado em frente ao espelho,
mudava de camisa, vestia-me outra vez...
Fechava a porta à chave, acendia um cigarro
e ensaiando os gestos... passava já das três...
Vestia o meu casaco, corria sem parar
e à porta do cinema morria de pensar
que talvez não viesses, não pudesses entrar...
num filme para adultos... até te ver chegar...

Sábado à tarde, no cinema da Avenida,
mal as luzes se apagavam acendia o coração...
Sábado à tarde era uma noite bonita,
noite que sendo infinita
cabia na minha mão...
[bis]

Perdia meia hora num gesto do meu braço
a procurar coragem para que fosse abraço...
Chegava o intervalo, fumava sem prazer
e os gestos que ensaiara morriam ao nascer...
Por fim vencia o medo, quase sem te ver,
esquecia os meus dedos, cansados de tremer
por sobre o teu joelho, esperando a tua mão...
num filme para adultos... crescíamos então...

Sábado à tarde, no cinema da Avenida,
mal as luzes se apagavam acendia o coração...
Sábado à tarde era uma noite bonita,
noite que sendo infinita
cabia na nossa mão...
[bis]

[instrumental]


* Shegundo Galarza – teclados
Ramón Galarza – percussão, bateria
Zé Nabo – guitarra baixo, guitarra eléctrica
Rui Cardoso – saxofones
Siegfried Sugg – acordeão
Adelaide Ferreira, Joana Mendes, Fátima Padinha, Lena Coelho, Mila Ferreira – coros
Arranjos e direcção musical – Shegundo Galarza
Gravado nos Estúdios da Rádio Triunfo, Lisboa
Técnico de som – Rui Novais

Para Não Dizer que Não Falei de Flores

Letra e música: Geraldo Vandré
Intérprete: Teresa Paula Brito* (in EP "Para Não Dizer que Não Falei de Flores", Riso e Ritmo, 1968; CD "Teresa Paula Brito", col. Clássicos da Renascença, vol. 61, 2000) 
Versão original: Geraldo Vandré (in single "Para Não Dizer que Não Falei de Flores / Se a Tristeza Chegar", Som Maior, 1968)





Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais, braços dados ou não,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Caminhando e cantando e seguindo a canção.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber!
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!

Pelos campos há fome em grandes plantações,
Pelas ruas marchando indecisos cordões;
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão.

Há soldados armados, amados ou não,
Quase todos perdidos de armas na mão;
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razões.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber!
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!

Os amores na mente, as flores no chão,
A certeza na frente, a história na mão;
Aprendendo e ensinando uma nova lição:
Caminhando e cantando e seguindo a canção.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber!
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!


* Conjunto de Shegundo Galarza